Iza Engel

O que importa não é a beleza do vaso e sim a exuberância da flor.

Textos


Tirinha 39  

Consciência 

 

para 

adquirir 

consciência  

é 

preciso 

que 

consigamos 

transformar 

fé 

em 

convicção

e

convicção 

só 

é 

possível 

através 

de 

análise 

absoluta…

 

Iza Engel

 

Tirinha é uma criação do 

POETA CHICO LEGAL 

 

#MEMORIAL Recantista#

Divulguem
                      um #IMORTAL#


https://coletivomemorialrecantistainclusivo.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=7937154

 

 

# M R #

Homenagem ao poeta imortal:

 

Sérgio Pandolfo

 

  1. atualidades

 

                        PERIGOSOS PODRES PODERES         

                        Sérgio Martins Pandolfo*               

     A corrupção é mal inerente ao ser humano, que o acompanha desde o início dos tempos, vista, surpreendida e punida desde a mais remota antiguidade. Onde exista a interveniência do vil metal e esteja em jogo o fascínio do poder aí estarão os componentes básicos para a eclosão de um processo de corrupção, que pressupõe, sempre, a atuação de elementos corruptores e outros tantos corruptos. Por isso a necessidade inarredável da eterna vigilância para a saudável fluência da democracia.

     Em nosso “patropi” isso não foi diferente e casos de corrupção ativa e passiva são a basto relatados desde os primórdios coloniais, pintados com as cores vivas, cintilantes, de uma medieva iluminura, passando pelo período imperial e prosseguindo depois na República, talvez mesmo com ímpeto revigorado, tanto que obrilhante jurisconsulto, eminente político e glória nacional Rui Barbosa, em 1909, quando senador, fezesta afirmação:  “Isto (o Brasil) não é uma República: isto é uma re-privada”.

     Mais proximamente, com a criação e o permanente crescimento e ganho de importância do Partido dos Trabalhadores,  que se autoapregoava o partido da incorruptibilidade, da ética na política, ou, no dizer de sua figuraça-mor, José Dirceu, “um partido que não ‘roba’ nem deixa ‘robar’”, a maior parte do povo brasileiro sonhou e passou a antegozar a esperança de que iria, finalmente, viver em mar de tranquilidade democrática e dentro dos cânones republicanos. Ledo e dolorido engano. Começaram a eclodir, aqui e ali, os primeiros registros de corrupção cometidos pelos falangiários petistas até culminar com o escândalo do “mensalão do PT” denunciado, felizmente a tempo,  pelo ex- deputado federal Roberto Jefferson, com justaapenação de importantes figuras do mundo político-partidário capitaneadas pela troika peteana. 

     O presidente do PT, brandindo sua durindana, diz que não serão expulsos do partido os membros ora punidos pela Ação Penal 470, o retrodito “mensalão”, pois “não foram cometidos crimes infamantes”, como reza o dossel estatutário do PT, mas simples desvios de dinheiros públicos e privados. Ora, pelo mesmo delito o PT não teve contemplação com o ex-tesoureiro Delúbio Soares, expulsando-o quando, aos olhos da Justiça, ainda era a priori inocente. Depois foi anistiado e reabilitado.

     Mal se encerrou o embate jurídico-televisivo do julgamento da Ação Penal 470, um novo e tenebroso affaire de pronto se afigura envolvendo membros ligados ao PT e diretamente vinculados à ex-chefa de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha. 

     O ministro da Justiça, em explicações ao Congresso Nacional disse que “a Rosemary era usada”. Uau! Não seria o contrário, isto é, ela é que estava usando de seus podres poderes de sedução funcional em prol de seus companheiros e camaradas? Também afiançou o senhor ministro que não via qualquer indício de formação de quadrilha, mesmo tendo em vista as centenas de telefonemas e e-mails trocados entre os membros flagrados na Operação Porto Seguro que a Polícia Federal,  logo a seguir, em conclusão, enquadrou em sete delitos, entre os quais o de formação de quadrilha ou bando. Caberia melhor, cremos, o de formação de pandilha (quadrilha de malfeitores) ou, melhor ainda, o neologismo “bandilha”, isto é, bando de bandidos a formar quadrilha. Como agravante o ex-marido de “Rose”, para poder ser admitido como suplente no conselho de administração da Brasilprev, teve que fraudar diploma de “baixaréu”  (assim referido pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas - ANA, apontado pela PF como o chefe da camarilha que comprava relatórios de funcionários públicos para favorecer empresas privadas), coisa essa logo e facilmente resolvida pela ex.

     O pranteado jornalista Joelmir Betting, há pouco falecido, compôs esta frase ao que parece cunhada a talho de foice para o momento: “O PT é, de fato, um partido interessante. Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos”. Tiro e queda!  

 

Na foto acima (de Veja), Rosemary, José Eduardo Cardozo e Luís Inácio Adams 

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*Médico e escritor. ABRAMES/SOBRAMES

serpan@amazonet.com.br - sergio.serpan@gmail.com

 www.sergiopandolfo.com

  

 Sérgio Pandolfo

Enviado por Sérgio Pandolfo em 14/12/2012

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Iza Engel
Enviado por Iza Engel em 26/08/2026
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