Iza Engel

O que importa não é a beleza do vaso e sim a exuberância da flor.

Textos


Felicidade  ( artigo)

 

          Quanta nobreza, quanta paz, quanta altivez e quanta harmonia sentimos no vibrar da palavra felicidade.

          Ao pronunciar, fe-li-ci-da-de, sentimos profundamente o efeito da combinação silábica, e temos a sensação de que perdemos muito da real felicidade. 

          Nos embreamos por caminhos tortuosos durante a vida, e fomos lentamente, cada vez mais nos afastando da verdadeira felicidade.

          Hoje, só nos resta, a saudade da felicidade vivida em tempos passados. Se analisarmos intensamente, sentimos que ela está soterrada em nós. Para conseguir reavê-lá, será preciso uma grande movimentação interior, a fim de, estabelecer o equilíbrio entre nossa movimentação espiritual e material. Como por muito tempo, deixamos de lado o movimento espiritual, hoje é necessário esforço redobrado para ter de volta o equilíbrio perdido. E apenas, com a restauração do equilíbrio, será possível romper as barreiras por nós mesmos colocadas, e que impedem que a verdadeira felicidade brote dentro de nós.

          Se esse movimento for feito de dentro para fora, a movimentação material será consequência do movimento espiritual, e o equilíbrio será restaurado. 

          A felicidade não está perdida ou escondida em algum lugar; ela se encontra em nós mesmos. Cada um faz sua própria felicidade.

          Cada um traça e delimita os caminhos que terá obrigatoriamente que percorrer. Assim sendo, cada qual traz em si, o bem ou o mal; o caminhar firme e elevado, em direção à luz, ou o caminhar em direção à escuridão. Portanto, a felicidade está em sabermos utilizar o livre arbítrio em direção correta; o que vier daí serão acréscimos, e poderemos esperar uma boa colheita.

 

Iza Engel

 

Homenagem ao poeta imortal:

Christiano Nunes
 

 

 

O OLHO D’ÁGUA

 

Junto a um olho d’água onde eu nasci

Meu velho papai ali plantou uma erveira

Sinto ainda muitas saudades dali

Onde eu fui feliz em horas fagueiras.

 

Erva-mate donde vem o chimarrão

Esta preservava aquela nascente

Ali plantei meu pobre coração

Até hoje recordações ainda sente.

 

Linda orquestra de pássaros eu ouvia

Observando a água limpa prateada

Cristalina, o fundo bem claro via

E eu festejado pela passarada.

 

Realmente, um tesouro verdadeiro

O olho d’água continua intacto lá

Passaram-se muitos e muitos janeiros

A lembrança continua viva cá.

 

(Christiano Nunes)

 

Verão / 2022

 

Iza Engel
Enviado por Iza Engel em 21/10/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras